A culpa é sua!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O vídeo-sátira anti-estupro estrelado pela atriz de Bollywood Kalki Koechlin e apresentadora de TV Juhi Pandey foi visto por mais de um milhão de vezes em poucos dias.

No filme, "AIB365: A culpa é sua", a dupla explica por quê as mulheres são as únicas culpadas por terem sido estupradas.

O vídeo foi criado por All India Bak (AIB), um grupo de comediantes stand-up, incluindo Rohan Joshi, Tanmay Bhat, Gursimran Khamba e Ashish Shakya em reação aos altos níveis de violência contra as mulheres na Índia e equívocos sobre quem é culpado.

Koechlin e Pandey dizem como as mulheres que falam em celulares, deixando suas casas e vestindo roupas ousadas levam ao estupro. Elas mostram exemplos de roupas provocantes, incluindo uma roupa de astronauta e uma burca.

Senhoras, vocês acham que o estupro é algo que os homens fazem por causa de um desejo de controle, fortalecidos por anos de patriarcado ? Vocês foram claramente enganadas pela noção de que as mulheres são pessoas também. Porque, encare, o estupro é culpa sua.

"Estudos científicos sugerem que as mulheres que usam saias são a principal causa de estupro. Você sabe por quê ? Porque os homens têm olhos".

O filme tem como alvo a cultura de culpar a vítima. Pandey diz: "Agora, algumas pessoas podem realmente argumentar que o crime é cometido por homens e para essas pessoas eu digo, que dá origem a estes homens ?


Sara Donato no Encontro com Fátima Bernardes

segunda-feira, 30 de setembro de 2013
"Ser linda é ser livre, LIBERTE - SE mulher" não achamos frase melhor pra começar este segundo post (confira o primeiro). Sara Donato, mc de São Carlos lançou seu primeiro cd intitulado 'Made in roça' e a cantora foi convidada para participar do programa matinal da Fátima Bernardes, aonde ela falou sobre a ditadura da beleza.

A faixa 2- A Bela, fala sobre você se aceitar como é, e que não adianta nada você ser Bela por dentro e fera por fora, diz também para nos aceitarmos como somos, por que cada mulher é linda e bela à sua maneira!




"Nossa luta não é apenas contra falta de estrutura, mas contra todas as barreiras possíveis. Já sofri preconceito por ser mulher, gorda e cantar rap. Passar por isso é frustrante”, relatou a jovem de 23 anos." G1

Sara Donato é 'Made in Roça!'


CURTA NO FACEBOOK: SARA DONATO
Contato: saradonato2012@hotmail.com

'Madrinha' da Frente Feminina de Hip Hop de Bauru, Sara Donato apresenta seu primeiro trabalho físico intitulado “Made in roça”. O nome surgiu quando um produtor paulistano sugeriu que a MC abandonasse seu sotaque na hora de rimar, contrariada pela proposta, Sara escreveu a faixa que deu nome ao disco. 


O propósito da sua primeira obra é fortalecer o movimento hip-hop no interior paulista de dentro para fora, mostrando que a cultura não está restrita apenas aos grandes centros, e as pequenas cidades também possuem um alto padrão de qualidade quando o assunto é Rap. 


O disco vem com 12 faixas. Nas canções Sara Donato aborda assuntos relevantes como a violência contra a mulher e sua importância na sociedade e também o cotidiano do seu bairro, desigualdades, crenças e religiões.

Veja a matéria completa: Na luta contra preconceito[...]



De São Carlos pro mundo, Sara Donato é Made in Roça


"Olga muitas paixões numa só vida."


 Hoje o #FFH2BINDICA será um pouco diferente, porque além de indicar um filme iremos falar um pouco sobre a historia de Olga Benário ou Olga Benário Prestes. Nos já falamos sobre ela sobre aqui, na coluna #FFH2BINFORMA (sobre feministas de esquerda).

Em 1908.  Filha de Judeus nascida em Munique na Alemanha, Olga Benário, ainda na infância começa a frequentar grupos políticos de esquerda . Em 1923 as 15 entrou para a Juventude Comunista, entidade ligada ao Partido Comunista , então na clandestinidade.  Seu pai, Léo Benário era um advogado social democrata e um liberal de ideias avançadas. Sua mãe Eugenia era uma dama da alta sociedade que não apoiava as ideias da filha.


Em 1925, Olga vai para Berlim e continua sua militância. Um tempo depois é eleita dirigente do núcleo politico do bairro Neukolln. No ano de 1926 foi presa por traição mas liberada poucas semanas depois.

Em 1928 lidera uma cinematografica investida ao tribunal pra liberar o seu companheiro Otto Braun (Escritor alemão, funcionário do Partido Comunista da Alemanha e namorado de Olga). Fugiram para Moscou onde Olga foi aclamada, faz treinamento milirar e carreira no Comintern (Organização internacional)

Em 1934, Olga é designada para garantir a chegada segura ao Brasil do líder comunista Luis Carlos Prestes. Deveriam se passar por marido e mulher para facilitar seu disfarce. Nesse meio tempo, eles se apaixonaram.

Com o fracasso da revolução, Olga e Prestes são presos e separados.

 Segundo os testemunhos de companheiras do campo de concentração, Olga jamais se entregou ao desespero nem ao conformismo, lutou até o ultimo momento de sua curta vida, infundindo coragem e confiança no futuro em todos aqueles que a rodeavam. 

 Berlim, inicio do século XX. Olga Benário, é uma jovem judia alemã. Militante comunista, é perseguida pela policia e foge para Moscou, onde recebe treinamento militar e é encarregada de acompanhar Luis Carlos Prestes de volta ao Brasil. Na viagem, enquanto planejam a Intentona Comunista contra o presidente Getúlio Vargas, os dois acabam apaixonando-se. Parceiros na vida e na politica, Olga e Prestes terão que lutar pelo amor, pelo comunismo, e principalmente pela sobrevivência 


Via: AdoroCinema | Falando Historia | SlideShare

Nem santa, nem puta. Mulher! Marcha das Vadias


A Marcha das vadias, teve inicio no Canadá, após diversos casos de estupros marcados pela culpabilização das próprias mulheres pelas violências sexuais. Na Universidade de Toronto um policial declarou que as mulheres poderiam prever o estupro se "não estivessem vestidas como vadias"


Ou seja, a marcha das vadias vai para as ruas mostrarem que essa crença de que as mulheres que vestem roupas curtas e justam estariam "pedindo" para serem estupradas. Durante a marcha, as mulheres não usam somente a roupa do ''dia a dia'', mas usam também lingeries, blusas transparentes, decotes, saias, saltos, apenas o sutiã e as mais ousadas não usam.


No Brasil, a  marcha acontece para questionar os discursos que culpam as próprias mulheres a violência física, a Marcha se espalhou pelo mundo, e já acontece em diversas cidades do Brasil. A primeira marcha aconteceu em São Paulo no ano de 2011 e foi organizada por uma publicitária curitibana.


Ser chamada de vadia é uma condição machista. Os homens dizem que a gente é vadia quando dizemos sim para eles e também quando dizemos não, Afirmou. "A gente é vadia porque a gente é livre", destacou. (Julia Zamboni, antropóloga No Brasil, a marcha também chama a atenção para o número de estupros ocorridos no país.

Via: Marcha das Vadias | Imagens: Google
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